quinta-feira, 14 de junho de 2012

O MÉTODO DIALÉTICO NAS PEGADAS DO MESTRE E DO (A) DISCÍPULO (A)




Texto: Anísia de Paulo Figueiredo
Diagramação: Inez Maria Zeferino
Ilustrações: Anderson Gomes Ribeiro


PEDAGOGIA DE JESUS MESTRE,
UMA OPÇÃO METODOLÓGICA


Questões iniciais:

  •  Método: um caminho do Mestre e do Discípulo
  •  Jesus Mestre, um paradigma  em que integra Método e Conteúdo
  • Método é um itinerário pedagógico favorável  a  um tipo de educação educação
  • O ER a serviço da educação em que intragem Mestre e Discípulo
  • Que habilidades e competências são apontadas por Jesus Mestre, em seu itinerário?
  • O Mestre tem meta definida: o Discípulo que, de repente, se torna Mestre.

PRESSUPOSTOS METODOLÓGICOS

I – Introdução

  • Método: um caminho do Mestre e do Discípulo
  • Jesus Mestre, um paradigma  em que integra Método e Conteúdo
  • Método é um itinerário pedagógico favorável  a  um tipo de educação educação
  • O ER a serviço da educação em que intragem Mestre e Discípulo
  • Que habilidades e competências são apontadas por Jesus Mestre, em seu itinerário?
  • O Mestre tem meta definida: o Discípulo que, de repente, se torna Mestre.

PRESSUPOSTOS METODOLÓGICOS

I – Introdução

Como indicadores desse caminho, adotamos em primeiro momento algumas teorias trabalhadas pelo Prof. Danilo Gandin que apresenta alguns aspectos de metodologia que nos parecem inspirados no Mestre de Nazaré, designados “marcos”. Esses figuram como elementos mais específicos de um roteiro a ser utilizado com as devidas adaptações.

O autor emprega o termo "marco", que entendemos como indicador.

O marco referencial reúne três componentes metodológicos:

  • marco situacional,
  • o marco doutrinal,
  • o marco operativo.

Em segundo momento tomamos os passos de um roteiro que figura como um caminho aberto, eficiente, porque mais amplo e abrangente em se tratando das inteirações, da abertura à participação das partes, de forma acolhedora, co-responsável, em que a reflexão leva à tomada de consciência e esta a ação, até se chegar à transformação de si e da realidade.

Noutras palavras, o marco referencial inclui primeiramente um olhar inteligente sobre a realidade onde atuam ou irão atuar os educadores; a seguir, um olhar para o ideal que se busca nos parâmetros de uma reflexão voltada para a ação transformadora.

Esse olhar contém a intenção, a utopia, o ideal, em se tratando do ser humano e de sociedade; o terceiro momento se refere às propostas de como agir para alcançar o que se pretende.

Propostas que trazem o ideal de transformação da realidade, através do emprego de meios adequados, ou seja, da prática pedagógica que inclui o planejamento participativo.

Em síntese:
  • reflexão,
  • ação prospectiva
  • realidade avaliada,
  • ação transformadora.

Os três momentos visam à transformação da realidade, cujo processo possibilitará o surgimento do novo, da nova sociedade, do novo ser humano renovado em seus princípios e critérios de justiça, solidariedade, paz.

II - Proposta pedagógica para o ER, segundo um paradigma: Jesus de Nazaré - Mestre de todas as épocas.

Contextos e contingências históricas.

É Ele que nos apresenta as coordenadas dialéticas da realização do ser humano contextualizado, nas seguintes condições:

a de ser alguém, em contínua busca do significado da sua existência;
a de estar no mundo como ser vivente, integrante de um sistema que reconhece na sua totalidade e especificidade e com o qual mantém contínuo intercâmbio;
a de ser alguém em relação consigo mesmo e com os seus semelhantes, mediante o uso da razão, dos sentimentos e da vontade;
a de ser alguém que indaga sobre as razões de ser quem, por quê, como, onde, para quê; e, por esse e outros motivos, busca o Transcendente, como ser transcendente, sem perda da condição imanente.

"A escola como instituição de cultura e crescimento, é articuladora de todo e qualquer processo de educação que promova o reencontro da razão com a vida; que faça coincidir o espaço onde reside a vida com as aspirações do ser criativo, em contínuo desenvolvimento, a adquirir e a produzir cultura (...) segundo suas necessidades, essencialmente vitais, suas aspirações e conhecimentos baseados nos princípios que o ajudam a estabelecer confrontos entre o que promove a vida e o que a depreda, entre o que favorece o desencadear do processo e o que limita a sua ação, levando à estagnação do ser criativo, receptivo, dinâmico". (Figueiredo, 1995: 30)

Quando retomamos a Pedagogia de Jesus Mestre, na caminhada com a Samaritana, percebemos a presença dos elementos anteriormente evidenciados

  • Jesus encontrou alguém, ao longo de seu caminho;
  • olhou profunda e inteligentemente para aquela mulher, como ser humano contextualizado;
  • observou a realidade onde a mesma se encontrava;
  • refletiu com ela, trazendo à tona elementos fundamentais da sua existência e experiência, na perspectiva do ser
  • impulsionou-a para uma ação, iluminada pela razão e por novos sentimentos.

O agir-proposta decorre da reflexão e da mudança de atitude; encaminha para o agir-resposta:

  • o sujeito assume um novo papel na sociedade.
  • não é um simples papel.
  • tem a ver com o seu Projeto de Vida, nas diversas formas e situações do processo de seu crescimento e realização pessoal e social.
 
MÉTODO DIALÉTICO:
AÇÃO – REFLEXÃO – AÇÃO – REFLEXÃO - REAÇÃO...


Método que orienta a proposta pedagógica de muitos educadores:

  • Paulo Freire, ontem,  adotou e propôs o método dialético.
  • Danilo Gandin, hoje, valoriza o planejamento participativo.
  •  Ambos não admitem “exclusão”, mas são humanamente coerentes com o que há dois mil anos atrás, constituiu a prática pedagógica do Mestre de Nazaré.

  • Reflexão x Ação
  • Dialética dos Anos 80
  • Ação x Reflexão
  • Práxis Refletida

 Síntese:


Jesus apresenta o método como paradigma para qualquer proposta pedagógica de ER e Educação em geral:
  • Sua habilidade em fazer o caminho, ao andar, é significativa em sua arte de educar;
  • Normalmente, caminha junto com os educandos.
  • Sua competência de Mestre é destaque: não impõe, propõe.
  • Proposta x Resposta
  • Proposta exigente e paciente
  • Reflexão profunda, a partir do simples, do concreto, do simbólico, do humano, do subjetivo e objetivo.
 
ITINERÁRIO PEDAGÓGICO DE JESUS MESTRE







Considerações:

Diferentes caminhos podem ser percorridos durante o desencadear de um processo que vise o desenvolvimento harmônico das potencialidades do ser humano, entre as quais a da espiritualidade do ser com suas predisposições inatas para a busca de suas razões de estar no mundo.

Numa proposta educativa em que o ER desempenhe a sua função de área de conhecimento, o Projeto Pedagógico da Escola não perde de vista a sua condição de instrumento didático eficaz para o desenvolvimento da sensibilidade religiosa do sujeito. Valoriza o que vem de dentro como qualidade natural da existência; e o que vem de fora, como algo dado, manifestado, transmitido sob a intervenção de fatores externos, entre os quais a própria cultura, o ensino-aprendizagem, a experiência e outros mais.

Trata-se de sua especificidade enquanto disciplina, porque singular, mantendo afinidade com a matéria que lhe dá origem; e da sua amplitude e abrangência enquanto área de conhecimento, porque integra a um conjunto de outras áreas de conhecimento; dessas recebe determinantes indispensáveis à compreensão da vida como um todo; e a essas mesmas áreas oferece um substrato de igual valor pelo significado que lhes imprime, considerando o objeto de cada uma.

A opção de educadores e educadoras por um método que permita a coerência entre a teoria e práxis não perde de vista a habilidade milenar do Mestre de Nazaré. Teoria, como referência para a prática educativa, marco iluminador da ação. E práxis como ação que decorre da reflexão e vice e versa.
Práxis aqui, entendida como dialética; não é, pois, sinônimo de prática formal.

É mediada pela empatia, diálogo, interações, co-responsabilidade, aprofundamento da reflexão conjunta, receptividade, capacidade de escuta e de acolhida mútua.

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